Mão hesitando sobre um celular com a tela iluminada em dourado num quarto escuro — eu tenho o direito de escolher meu tempo, sem deixar o medo escolher por mim

A Conversa Adiada Há Anos Que Continua Pesando

O nome ainda está salvo no celular. Você passou o dedo por cima dele sem querer, procurando outra coisa, e ficou ali, olhando. Faz anos que essa conversa devia ter acontecido. Faz anos que continua sendo adiada.

Não é preguiça. É medo do que pode vir depois de finalmente falar.

Uma resposta que machuca mais, um silêncio pior do que o atual, ou pior ainda: a confirmação de que talvez seja tarde demais.

A mente prefere a dor conhecida

A psicologia chama isso de evitamento por antecipação: a mente imagina o pior cenário possível e prefere a dor conhecida da distância à dor incerta do confronto.

Esperar o momento certo, ou só adiar por medo?

Espiritualmente, existe uma diferença entre esperar o momento certo e simplesmente adiar por medo. Só você sabe, no fundo, qual das duas coisas está acontecendo.

Uma afirmação pra hoje:

Eu tenho o direito de escolher meu tempo, sem deixar o medo escolher por mim.

Não precisa ser hoje. Mas talvez valha, hoje, só perguntar pra si mesma: o que estou esperando, de verdade, pra essa conversa acontecer?

Novo Olhaar

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